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Igor R.
Comentário · há 5 dias
Acho temerário o projeto.

O tema “fake news” é muito recente no Brasil (embora já houvesse acusações de notícias falsas no passado), e não vem sendo dialogado com a sociedade, mas sim imposto por alguns grupos (grande mídia, mídias vermelhas, “agências” de checagem de fatos, dentre outros). E já tem inspiração de acusar e julgar nas mesmas pessoas, ou seja, é a mesma figura que seleciona um fato e julga ser “fake news”, na maioria das vezes sem chance do contraditório.

Ademais, embora tente dissimular, é nítido para qualquer pessoa de bom senso que há um direcionamento nestas acusações, ou seja, que existem alvos pré-definidos. Estes são a direita e, ainda em menor parte, os liberais. É óbvio que existe um estratagema político dentro dessas narrativas de “fake news”, e esse projeto, proposto por alguém do PT, soa como uma forma de ampliar o poder de determinados grupos — em um tipo de censura oficial.

Ainda existe muito o que se discutir sobre as “fake news”. Pouco se fala de estratégias anteriores às notícias falsas, como as chamadas “false flag” e “hoax”. Porque será? Será porque é modus operandi cada vez mais comum da esquerda — principalmente a que defende pautas identitárias? Ou será que já caiu no esquecimento os episódios da suástica, onde em dois deles foram demonstrados que foram forjados por militantes de esquerda para tentar prejudicar a campanha de Bolsonaro? Destes dois acontecidos, foram elaboradas centenas de “fake news”, que, por sua vez, e sem nenhuma surpresa, não foi tratado como tal — nem uma notinha de rodapé das “agências” de “checagem de fatos”.

Fora isso, não será criminalizando as “fake news” que elas serão combatidas. Até hoje, a melhor forma de se combater “fake news” é com informações de qualidade, demonstrando com clareza as fontes destas.

Para finalizar, uma curiosidade: um partido que as narrativas sempre estão no sentido do laxismo penal, agora pregando um novo tipo penal? Contraditório...

P.S. De forma alguma quero negar que existe “fake news” produzido pela direita. Existe, e aos montes. Tem alguns canais do YouTube ou páginas do Facebook que são fáceis de encontrar “fake news” de direita. Só que há uma assimetria imensa em relação ao trato que dão às “fake news” de esquerda, subdimensionando e, muita às vezes, ignorando por completo sua existência. Isso quando não trata como mera “opinião”, “especulação”, “hipótese” ou “discurso ideológico”, ao invés de definir como o é: “fake news”.
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